Apresentação Pública dos Trabalhos “Oficinas de Observar e Desenhar Futuros”

A APCA – Agência de Promoção da Cultura Atlântica, em coprodução com a Associação Wamãe – Antropologia Pública, promove, na Galeria Tratuário, uma apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos por crianças e jovens no âmbito das “Oficinas de Observar e Desenhar Futuros”.

A apresentação realiza-se no dia 19 de setembro, pelas 16h, e reúne trabalhos dos participantes do Campo de Férias SocioHabita Funchal – Polo do Palheiro Ferreiro, da Escola EB1/PEC Professor Eleutério de Aguiar, da Escola Básica e Secundário de Santa Cruz e da Escola Secundária Jaime Moniz.

As “Oficinas de Observar e Desenhar Futuros” são dirigidas a crianças e jovens dos 6 aos 18 anos e constituem um espaço de experimentação artística, aprendizagem e participação coletiva.

Ao longo de oito sessões, realizadas entre agosto de 2025 e junho de 2026, os participantes foram desafiados a refletir sobre temas como autonomia, democracia, tolerância, pertença cultural e diversidade, recorrendo às artes e às tecnologias audiovisuais.

O projeto promoveu o trabalho em equipa, a escuta ativa e a participação, através de jogos de grupo, dinâmicas de confiança e exercícios de expressão criativa. Em cada contexto, os espaços das oficinas transformaram-se em verdadeiros estúdios de cinema, dando lugar à criação de imagens, sons, vozes e composições musicais.

Durante as oficinas, crianças e jovens tiveram oportunidade de experimentar diferentes etapas e funções do processo cinematográfico. Aprenderam a utilizar equipamentos audiovisuais, desenvolveram estratégias de argumentação e produção escrita e participaram na criação de guiões, cenários e personagens. Foram igualmente explorados princípios fundamentais da realização cinematográfica, como a construção de planos, o enquadramento e a narrativa visual.

O processo cinematográfico cruza os objetivos pedagógico dos diferentes níveis de ensino – do 1º ciclo ao ensino secundário – com a obra de Raúl Brandão, criando um território comum de experimentação e aprendizagem.
Através desta abordagem interdisciplinar, as oficinas procuraram também estimular uma reflexão antropológica sobre o relativismo histórico, a pertença cultural e a diversidade, valorizando diferentes perspetivas e formas de olhar para o mundo.

A iniciativa contou com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.